🛒 28 DE NOVEMBRO
BLACK FRIDAY
SE TORNA UM ESPORTE OLÍMPICO
Hoje testemunhamos um fenómeno cultural, económico, psicológico e quase antropológico: Black Friday.
Nos EUA, começou como um termo para descrever o caos urbano pós-Ação de Graças — ruas cheias, lojas lotadas, filas à volta de blocos e pessoas a lutar por televisões como se fossem artefactos sagrados.
Em Portugal, como sempre, não desapontamos.
Transformámos a Black Friday num evento digital, híbrido, remixado, com memes, transmissões em direto, influenciadores, cashback, links de afiliados, cupões secretos, cupões falsos, cupões que nunca funcionam…
É a economia criativa no seu estado mais primitivo.
A expressão "Black Friday" apareceu pela primeira vez nos anos 60 em Filadélfia, quando a polícia usou o termo para descrever o trânsito caótico e multidões enchendo as ruas enquanto as pessoas faziam compras antes do Natal.
Com o tempo, tornou-se um dos dias de compras mais importantes em todo o mundo.
Hoje, a Black Friday gera:
- biliões em vendas digitais
- triliões de cliques
- incontáveis carrinhos abandonados
- e a expectativa emocional de milhões que esperaram todo o ano por uma boa oportunidade para comprar… um robô aspirador.
É um espetáculo de design, consumo, logística, marketing e comportamento humano.
Para a educação criativa, a Black Friday é um caso perfeito:
-
✔ UX e jornada do utilizador
Comprar é uma jornada. Sites que entendem fluxo, emoção e timing dominam o jogo. -
✔ Contação comercial de histórias
O "antes, durante e depois" da Black Friday é cuidadosamente planeado. -
✔ Economia comportamental
Descontos ativam gatilhos mentais ancestrais como escassez, urgência e recompensa imediata. -
✔ Dados e IA
Algoritmos decidem o que vê, quando o vê e a que preço. É o machine learning a pilotar o seu desejo. -
✔ Inovação digital
Liveshopping, gamificação, comércio social, cupões dinâmicos e cashback inteligente — tudo nasceu ou evoluiu por causa deste dia. -
✔ Criatividade aplicada
Marcas criam memes, campanhas, personagens e narrativas exclusivamente para a Black Friday. É publicidade como performance.
Quem domina o comportamento domina o mercado.
Porque não há melhor canção para um dia movido por consumo, ironia e brilho.
"O Mestre dos Descontos"
🧩 "Quem entende o desejo humano nunca fica sem inventário."
Peça aos alunos que criem uma Black Friday fictícia para um produto que inventaram.
Devem definir:
- Persona
- Dor / problema
- Oferta
- Contação de histórias
- Estratégia de lançamento
- Mecânicas de gamificação (cupões, desafios, raridades…)
- Projeção de vendas
Depois, cada grupo apresenta a sua "campanha".
